sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

back in the sepia toning days


there are a few things I like about digital photography, such as the easiness of the processing - specifically the sepia toning process - and the metadata file, created and attached to every single photo.

The metadata file contains every bit of technical information related to the photograph, from the speed and aperture to the date the photo was taken. I have no record of any of that, regarding this photo, and all I can remember is that it was 1998, in my parent's house. Although I don't remember the technical info, I clearly remember what I was feeling that day when I got home. I was very disappointed with myself and the hard time that someone that ain't rich has to go through to be a photographer, in Brazil. I had no money that day and couldn't buy more chemicals and film, was out of supplies - except for the film on the camera - and thus couldn't take more pictures - back then when there was no digital photography.

So when I got home, with all those doubts in my mind, I saw this car, parked in the driveway right in front of the door, with my name in the license plate. That's no photoshop trick my friend, that's a fake license plate, of a really old car. I took this photo with my old Nikon F, standing on the front door. Never saw that car again.

I used to buy - whenever I had the money - those 100 feet rolls and uploaded on eighteen 36 exposure rolls, so the numbering on the films was almost never accurate. This film, in particular, had the numbers all wrong and the number one - that appears on the photo - was in the middle of the roll. I took the picture, but only later on when finally I got more chemicals and developed that film, I saw that detail, and that got to me.

Somehow I thought that was a sign.

Days later when I was sepia toning some prints, smelling that great scent of rotten eggs - when the sodium sulfide is exposed to moist air - I thought about that sign feeling that I had had, and in the end, it was nothing but a coincidence, but for some short time I did think that that was a sign for me not to give up or something like that.

The term 'sepia' comes from the name of an artists' pigment made from the Sepia cuttlefish, found in the English Channel (Sepia Officinalis) the Common Cuttlefish.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

the art of not knowing II


dez anos depois de abandonar a faculdade (não tinha laboratório preto e branco na Puc!!!) pra abrir um estúdio de fotografia publicitária, dezessete anos depois de ter começado a estudar fotografia - sozinho - resolvi tentar entrar numa universidade pra estudar oficialmente e quebrar alguns paradigmas íntimos, pessoais, então depois de passar em nono lugar na turma (a segunda surpresa porque a primeira foi ter passado no vestibular uhauhauhauah) hoje fui até o Instituto de Artes e me matriculei no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Vindo por outro caminho há muito tempo, sempre tive um pensamento anti-establishment e nunca acreditei - e talvez estivesse errado esse tempo todo - que faria alguma diferença participar da academia, do meio acadêmico. Queria todo crédito do que eu sabia pra mim, sem que alguém tivesse diretamente me ensinado. Lia John Szarkowsky dizendo que "nem as artes mais velhas como a pintura e o desenho, nem a sala de aula, dava instruções adequadas em fotografia, que aprender fotografia não vinha da escola ou dos estudos mas sim do exame e da experiência do fotógrafo no mundo e com o mundo", e agora tudo isso adquire outros sentidos, entendendo que não vou lá para aprender fotografia mas pra aprofundar o exame e a experiência do mundo e com o mundo, e assim sim, aprender fotografia.

No começo, aprender fotografia parece tão complicado, são tantos numerozinhos que não fazem muito sentido, vários termos técnicos, especificações. À medida que o tempo vai passando e se aprende e entende tudo isso, fica claro que a parte difícil nunca foi a técnica de fotografar mas sim fotografar o quê e porque. Aprender a operar um equipamento para chegar a um determinado fim é fácil - a parte difícil é dar sentido à operação, fazer daquilo mais do que a aplicação de uma técnica, transcender disso para a experimentação de um propósito, o sentimento de alguma coisa, aquela busca que parece sempre sem fim, como o horizonte que nunca chega porque sempre há outro lá pra gente olhar.

Uma das coisas que eu mais gosto em estudar fotografia é que de brinde se aprende a ser modesto. Quanto mais se sabe sobre o que aconteceu, sobre as obras e os mestres, mais modéstia vai crescendo junto com o conhecimento. Mais noção de tempo/espaço/ser/importância vai se fundamentanto junto com a conscientização do que aconteceu na história da fotografia. E como a fotografia e a arte sempre tiveram uma relação de simbiose, constantemente se influenciando, provavelmente a mesma teoria se aplique.

Entrando numa universidade aos trinta anos, agora tenho um entendimento bem diferente do que tinha quando entrei pela primeira vez aos dezenove. Entendo agora que uma universidade é um lugar para adultos que querem aprender, que um ambiente de aprendizado tem o seu valor portanto merece determinado respeito e admiração. Uma faculade de Artes Visuais não faz de alguém um artista mas faz esse alguém estudar arte diariamente e buscar o entendimento daquilo que ele/ela diz que faz ou sabe. Testa teus conhecimentos. Agora se com o conhecimento e estudo oferecidos alguém consegue se tornar um artista, isso vai depender da experiência e exame do mundo e com o mundo, misturado com o desenvolvimento da sensibilidade, que aquele aluno vai - ou não - ter.

E ainda por cima, agora que o governo federal vai me pagar os estudos, posso rever um pouco da grana preta que minha empresa paga em impostos....huauhauahuauaha....poxa esse meu sócio só tirava grana, não fazia nada... até ontem! hehehehehehehe

A imagem aqui de cima é um dos meus últimos desenhos, antes da autocrítica e da impaciência me fazerem desistir de desenhar, mais ou menos em 1994-'95. Na verdade o desenho que eu queria ter colocado não achei ainda, vai esse por enquanto.